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Pafuncia (?!?)

01/02/2005 02:53
oi
enviada por pafuncia



09/01/2005 22:39
opa
enviada por pafuncia



29/11/2004 11:59
ola
enviada por pafuncia



25/10/2004 20:15
alo
enviada por pafuncia



30/09/2004 22:08
alo!

enviada por pafuncia



22/08/2004 02:35
pi pi pi
enviada por pafuncia



30/07/2004 14:01
respirando artificialmente
enviada por pafuncia



26/07/2004 17:02
O blog subiu no telhado

É o fim meus queridos 2,5 leitores.
Mas existe vida apos a morte. Estou apenas terminando um longo relacionamento com o blig, pq ele vem me fazendo muitas restriçoes.
Entao estou mudando de provedor/patrocinador/endereço, sei lah o nome que se da a esses blogs.

Esse blog sera mantido com respiradores artificiais apenas devido a seus arquivos, ateh que eu consiga transferi-los (se for possivel). Para isso, de vez em qndo vou colocar um post ou outro aqui, mas contendo frases como "teste!" ou "alo!", nada de importante.

Meus fieis 2,5 leitores serão avisados do meu novo endereço qndo estiver pronto o novo blog.

Quanto aos outros leitores, se houver, foi bom enqnto durou.
Se vc me conhece e eu nao te dei o endereço, bem, eu provavelmente nao quero q vc leia o blog.
Qnto aos leitores q nao conheço, lamento, amigos psicopatas, vao ter trabalho pra descobrir o novo endereço. Nao muito, pq essas coisas na internet sao faceis de descobrir. Mas nao eh a vitima que vai facilitar seu trabalho, nao eh mesmo?

ouvindo agora: la isla bonita - madonna

enviada por pafuncia



25/07/2004 02:27
Brilho eterno de uma mente sem lembranças

Título enorme, mas finalmente um título bem traduzido (fielmente) para o Portugues.
Ví esse filme hoje. Simplesmente excelente. Há tempos não via um filme assim com diálogos tão bem escritos e frases maravilhosas, que dá vontade de decorar.
Não vou escrever mais sobre o filme pq posso me empolgar e contar ele inteiro hehehe
Assistam. Eu com certeza vou ver de novo.

Algumas frases:

"Constantly talking isn't necessarily communicating."

"Clementine: This is it, Joel. It's going to be gone soon.
Joel: I know.
Clementine: What do we do?
Joel: Enjoy it. "

"Clementine: Joel, I'm not a concept. Too many guys think I'm a concept or I complete them or I'm going to make them alive, but I'm just a fucked up girl who is looking for my own peace of mind. Don't assign me yours."
(essa pra mim foi a mais foda de todas)

ouvindo agora: nada - mas ouvi queen no carro, entao vamos fingir que to ouvindo Radio Ga ga.

Ps importantíssimo: Esse blog tem seus dias contados. Estou mudando para outro servidor/provedor (sei lah!)pq o blig é cheio de frescuras.
Queria transferir os arquivos mas acho q deve ser impossivel .
Se algum dos meus 2,5 leitores souber como fazer isso ME AJUDA!


enviada por pafuncia



22/07/2004 10:31
Dar ou não dar eis a questão

Eu prometi que ia parar com os posts filosóficos, mas não consegui.
Bateu a inspiração agora pra um assunto relativamente polêmico então, foda-se, não vou reprimir. Aviso que esse post é direcionado a ala calcinha do meu blog, mas gostaria que os cuecas lessem também e, sobretudo, manifestassem suas opiniões sem medo.

Bem, vamos direto ao ponto meus fieis leitores:
Dar no primeiro encontro faz diferença?
Desculpe o termo chulo. Dar, ceder, fornecer, fazer amor, como queiram...
Eu sinceramente acho q não há fórmula pra isso. Cada caso é um caso e não é no blog que eu vou contar nada pessoal, então esqueçam meus queridos 2,5 leitores...

Convivo com muitos homens, sempre convivi. Sempre me senti melhor na companhia deles do que de mulheres. Por isso já escutei diversas opiniões sobre o assunto.

Mas sinceramente, meninas, (se é que alguma moçoila lê esse blog). Você conhece o cara perfeito. Lindo gato, parece romântico,tudo a ver com você. Um Juvenal Urbino, pra quem leu o meu post anterior, pra quem não leu, uma ‘diliça’ de homem.
Vocês já passaram do limite dos amassos e você tá com vontade de dar. Assuma! Mulher sente tesão igual a homem e tem vontade de transar oras! (ai, meu deus, meu irmãozinho q acha q eu sou virgem lê isso ...)
Qual a diferença se vai fazer isso no primeiro no segundo ou no centésimo primeiro encontro?

Não quero dar uma de feminista e dizer que não faz diferença. Ilusão. Pra grande parte dos homens faz sim. Alguns vão achar que a menina é autentica, que segue suas vontades e não esta se importando com o que os outros vão pensar dela. Outros vão sempre ficar com o fantasma, com a pulga atrás da orelha e a eterna pergunta: “Será que ela faz isso com todo mundo?” Ou “Com quantos homens ela já transou, assim, no primeiro encontro?”

O que fazer? Se revoltar? Não adianta, a sociedade é assim mesmo. Somos julgados por nossos atos, e vamos admitir, julgamos o próximo também. Aposto que todo mundo julga aquela loira peituda da faculdade / trabalho que usa decotes profundos. E se a moça for virgem? Todo mundo acha que ela é piranha...

Se a moça em questão quiser dar mesmo tem que estar ciente dos riscos que corre, pq como diz a minha avó “deu tá dado e jamais será recuperado” :

1- Ele pode não te ligar no dia seguinte. Alias é comum que não te ligue no dia seguinte. Vocês só ficaram caramba, não é porque você “fez amor” (sozinha, pq ele provavelmente tava só dando umazinha) que foi criado um laço indestrutível entre os dois corações.
2- Ele pode te ligar só pq te acha fácil. Ele já tava na seca há muito tempo, tinha até esquecido o que era bom: Você veio e forneceu, assim, sem muita enrolação, sem muita dificuldade, então ele acha q você será a merenda perfeita para fins de semanas chuvosos e afins .
3- Ele pode contar pra todo mundo o que vocês fizeram. Filhinha, tem tanto homem babaca no mundo... Ele provavelmente iria contar passo a passo dos amassos pros amigos mesmo, você só incrementou a historia dele, tornando-a, digamos, mais interessante...
4- Pode ser uma merda e você nunca mais querer ver a cara do sujeito. Um relacionamento que tinha tudo pra dar certo estragado pela simples falta de intimidade.
5- Ele pode querer te namorar por culpa. E vai ser um lixo. (muuuuuuuuuuuuuito difícil. Mas eu conheço casos)
6- Ele pode desistir de namorar você. Pq a mamãe dele ensinou que esse tipo de moça fácil é puta e vai botar chifre nele. Fazer o q? Tem homem q pensa assim, ué.
7- Vocês podem namorar e ele virar um monstro dos ciúmes, sempre pensando se quando você sai com a saia curta que usou no primeiro encontro, não vai atacar um pobre transeunte que cruze seu caminho. De qualquer forma, o namoro não vai pra frente.

Logo, antes de dar, ceder, fornecer pro primeiro que aparecer pense bem. Você está disposta a aceitar as possíveis conseqüências?

Atenção: Isso não é um texto ao estilo de catequese, dizendo pra qualquer mulher não dar quando bem entender. É só um alerta pq eu não agüento mais ver moçoilas legais tomando na cara.

Se você no primeiro encontro foi capaz de refletir sobre todos esses pros e contras e decidiu dar mesmo, relaxe e goze. Aproveite o máximo da sua noite pq o que ele tiver que fazer / dizer será feito / dito, independente de ter sido legal pra você ou não. Afinal pode ser que de certo. E dar certo não significa necessariamente namorar. Ele pode ser seu amigo daí pra frente e não querer namorar, e daí? Também pode ser que vocês tenham compartilhado uma noite maravilhosa noite juntos mas não queiram compromisso, embora se respeitem mutuamente. E, quem sabe, pode ser que vocês namorem, casem e tenham milhões de filhinhos. “Your choices are half chance, so are everybody else’s.” *

Eu acho que o principal é fazer algo e que não se vai ter arrependimento. E não me venham com frases feitas do tipo “Prefiro me arrepender daquilo que fiz, do que daquilo que não fiz”
Isso é história. Ás vezes controlar a periquita também é tomar uma atitude, pq o seu corpo quer mas a cabeça não quer. E o arrependimento posterior seria insuportável. Se a criatura se arrepender de não ter dado, usa o telefone liga pro sujeito e diz que quer encontrar com ele. Se quiser diz que ta sem calcinha, sei lá. Duvido que o cara não apareça em meio minuto.

Agora, a mulher que sai com o cara na primeira noite cheia de ilusões, achando que vai escutar sininhos badalando e que vão “fazer amor”, se apaixonar perdidamente e que em 3 meses estarão casados, me desculpe: mas tu es uma babaca. Sai do cinema, pára de ver tanto romance a cai na vida real.


E também a escolha do homem é fundamental. Se quer fazer isso que seja com um cara que pelo menos te respeite. Desaconselho tipos saradinhos, bombadinhos, reizinhos do mundo. Eles fazem de gato e sapato as meninas que não dão, o q dirá das que dão? Geralmente esses sujeitos vêm com uma carga de preconceito tremenda e são capazes de realizar o maior numero de itens possíveis das conseqüências nefastas que a atitude pode desenrolar.
Ou então que o faça com um cara que nunca mais vai ver na vida. Quer uma experiência sem compromisso? Arrume um Pf (personal fucker). Ele vai te dar o que você quer, sem cobranças, só não vale cobrar dele também, pq os dois se usam e tá tudo certo.

Agora, a próxima que vier chorar no meu ouvido que deu pro cara e ele sumiu, desapareceu, se escafedeu, contou pra todo mundo, a abandonou grávida de um ET verde, roubou o carro dela e casou com a melhor amiga dela, eu vou, no mínimo, mandar a merda pra deixar de ser burra.
Não que eu não goste de escutar lamentações das minhas amigas. Acho que amigas são pra essas coisas mesmo. Mas to cansada de repetir a mesma ladainha pra todas elas. Então que fique desde logo publicado. E da próxima vez que alguma donzela enganada vier me pedir os conselhos eu vou dar o endereço do blog e só, já tá bom demais.

Considerações importantes sobre o texto:
Esse texto não visa encorajar ou desencorajar mulher nenhuma a fornecer pra ninguém. Cada um sabe o que é certo e ninguém tem nada a ver com isso, muito menos eu.
Também não tenho pretensões a oráculo, ou à Carrie Bradshaw do Sex and the city. Minha experiência com homens não é vasta, nem baseei esse texto em acontecimentos pessoais, só peguei as muitas histórias que já me foram contadas, botei no liquidificador, modifiquei os nomes as situações um pouco e voilá: saiu isso ai.
E, nao, eu nao escrevo na reviosta Capricho nas horas vagas.

* Trecho de everybody is free to wear sunscreen.

enviada por pafuncia



21/07/2004 00:04
Traições

Estava agora a pouco vendo mad about you, uma serie da Sony sobre um casal (Paul e Jamie) casados há pouco tempo.
Jamie precisa de óculos e vão os dois a uma ótica, em que ele é cantado pela vendedora.
Paul acaba flertando sem perceber com a vendedora, claro, ela é uma moça bonita e o mole que estava dando pra ele faria qualquer um se sentir, no mínimo, lisonjeado.
E Jamie fica lá, espera-o acabar, vendo a cena toda.
Seria uma perfeita ocasião pra uma briga, certo? Errado.
Quando chegam em casa ela fica zoando ele com a história da vendedora que lhe fez comprar óculos quem ele não precisava, afinal é uma serie cômica. Ele, então, pergunta se fez algo de errado e ela responde que não. Diz que isso é saudável, natural e que ela mesma faz a mesma coisa, só sendo mais esperta e fazendo quando ele não está perto.

Mais uma vez o tema ‘traições’ povoa meu cérebro. A sociedade ocidental claramente adota o modelo de relacionamentos monogâmicos, sendo alguns apenas hipócritas, mas pelo menos, de acordo com as leis e com o padrão do senso comum, um casamento, namoro ou qualquer relação estável é composta de duas pessoas e fim de papo.
Não compreendo isso. Numa sociedade tão avançada como a nossa é pra mim impressionante que ainda haja algo tão dogmático quanto a fidelidade.
Parece que alguém concebeu que deve ser assim e pronto acabou, se você não se adequa, você é um pervertido filho da puta ou qualquer coisa do gênero.

Vi no blog de uma amiga do meu irmão * uma definição interessante de traição: seria a quebra de um pacto pré-estabelecido.
Eu concordo com isso. Acho que cada casal tem o seu código, o seu próprio livro de regras, e uma intromissão externa, vinda da sociedade, não é bem vinda, sendo até mesmo inadmissível.
Eu, por exemplo, não sou o tipo de pessoa que consegue viver as delicias e torturas de um relacionamento aberto. Sou carente possessiva e, sobretudo, ciumenta, e nunca seria capaz de dormir pensando na cama de quem o meu namorado está.
Acho só ser possível esse tipo de relacionamento quando não há amor entre as duas pessoas: elas estariam apenas ficando, sem compromisso e sentimentos maiores. Não quero criticar ninguém que assim o faça, mas no meu conceito de gostar de alguém não sou capaz de conceber mais um convidado inesperado. Preciso ter sempre certeza do terreno em que estou pisando, com que tipo de pessoa estou lidando, talvez seja por isso que desde bem nova desisti do “ficar” e como diz a musica: “ela só quer só pensa em namorar...”

Mas sinceramente acredito que a traição só ocorre quando o casal por si só não se basta. Demorei muito tempo ate entender isso, mas finalmente a ficha caiu. Quando há uma lesão no amor entre duas pessoas, abre-se espaço pra uma terceira. Ás vezes a terceira pessoa vem e vai embora e a ferida cicatriza, expulsando o intruso para sempre como se nada tivesse acontecido. Em certos casos a ferida cicatriza, o terceiro elemento é expelido, entretanto ainda faz sangrar, pois não conheço ninguém capaz de perdoar 100% uma traição, simplesmente pq ela mexe com nosso primeiro amor: o amor próprio. E, na maioria dos casos, quando o parceiro fixo descobre a infidelidade do outro, dói muito e pé na bunda de quem mijou fora do pinico. Como disse, o amor próprio acaba suplantando o amor pelo outro.

De qualquer forma não sou radical nesses assuntos ao acreditar que “quem ama vários não ama nenhum”, ou que o amor por um acaba quando se beijou a boca de outro. Não é assim que funciona. A gente não tem um “gostometro” no peito pra saber até onde vai o que se sente por alguém. É meramente intuitivo.
Mas acho que duas pessoas que escolhem estar juntas, não o devem fazer por serem dependentes uma da outra, por se precisar, e sim pq, de fato, querem estar SÓ ao lado da outra, e de mais ninguém. Por isso um flerte numa ótica, num supermercado, numa padaria pra mim não é traição. É saudável. E não me venham meus leitores com o papo besta de que a traição começa em pensamento. Isso é história da sociedade católica /cristã baseada na culpa que quer controlar até mesmo a mente das pessoas, não lhes dando liberdade de pensar, fantasiar a vontade e depois de voltarem pra quem elas realmente querem estar.
O que importa é saber onde parar e ter plena consciência do que vai magoar o outro.

Não seria muito pior do que trair ao parceiro, trair a si mesmo? Trair aquilo que se quer a sua vontade, as suas convicções? Eu acho muito pior estar com alguém que esta comigo pq “tem q estar” , mesmo que essa pessoa seja a mais fiel do mundo. Prefiro que crie coragem corra atrás daquilo que quer, e, se tiver que me dar um pé na bunda, que me dê, a vida é assim mesmo. Eu, sobretudo, sou fiel ao meu direito de escolha. Me considero uma pessoa fiel a mim mesma. E, se pra ser fiel a mim mesma , algum dia na minha vida eu tiver que trair alguém, que assim seja. E não sou uma filha da puta por causa disso. Não vou ficar aqui dizendo o quanto gosto de estar em um relacionamento monogâmico que eu respeito e acredito ser respeitada (afinal, certeza absoluta de onde o marido está só têm mesmo as viúvas.) Pra mim só esse jeito funciona. Como já disse não sou capaz de conceber um relacionamento aberto.
Mas em momento nenhum eu vou me desrespeitar e ficar com alguém por obrigação. É lógico que o mais certo e o politicamente correto a fazer seria o famoso terminar um relacionamento e então ir explorar aquilo que quer explorar, mas, convenhamos, nem sempre é assim que funciona. É como li no já referido blog :
“Oportunidades se criam,
saudades se matam,
desejos se saciam.”
Ás vezes surgem oportunidades que não se pode deixar no ‘stand by’ enquanto se vai atender ao telefone. Pq simplesmente elas vão embora, cansam de esperar. E nesse caso eu prefiro ser fiel a mim mesma. Ainda que pareça egoísta. E deve ser mesmo. Mas eu acredito que só pode haver traição sobre um relacionamento lesionado, como uma infecção oportunista que só ocorre e toma proporções grandes em um paciente terminal, já debilitado. Agora se ele vai se recuperar ou não, nem a medicina muitas vezes é capaz de definir. Ás vezes depende dos remédios externos, e em outros casos depende apenas dos anticorpos dele mesmo. Também freqüentemente temos que aceitar que já tem a morte cerebral confirmada, e o relacionamento só está sendo mantido na UTI por respiradores artificiais. Chega a hora de puxar o plug da tomada e deixá-lo morrer com dignidade.

No seriado que acabei de ver eles falam de casais casados a 40 anos, quantas vendedoras de ótica não devem ter entrado no caminho deles? E a cada dia ter que fazer uma escolha e dizer “Não, obrigado” e voltar pra casa, deve ser, no mínimo, torturante.
E nesse momento a Jamie diz ao marido que não são 40 anos e sim 14.600 dias, que devem ser vividos um de cada vez. Quando duas pessoas se escolhem pra viver um dia, um mês, um ano, ou até deus sabe quando elas vivem um dia de cada vez.
E a soma de cada escolha ao longo de 1 ano, 10 anos, ou 40 anos que faz a historia de vida de cada um. Eu pelo menos pretendo fazer uma historia feliz, sem complicar o que não precisa ser complicado.

Ps: Acabaram-se os posts filosóficos. Vou tentar voltar a falar de minhas unhas ou idas ao shopping. Devem ser muito mais interessantes que esses devaneios.

* blog da amiga do meu irmão : http://opassaroraro.blogspot.com.br

ouvindo agora: head over feet - alanis

ps2: escrevi esse tetxo a tarde. por isso do agora a pouco vendo mad about you. só pude postar agora.
enviada por pafuncia



20/07/2004 01:00
O livro

Acabei de ler o livro "O Amor nos Tempos do Cólera". Como sei que meus 2,5 leitores são iletrados (brincadeira) ou não tem o menor saco pra ler um romance (verdade), vou tecer aqui os comentários que desejar, sem me preocupar com vcs meus 2,5 leitores. Quem quiser ler o livro que pare de ler esse post por aqui. E tenho dito.

Enfim, como o livro tem 428 paginas muito bem escritas me limitarei a fazer um resumo, adaptando a história para a modernidade, tentando, contudo, não perder a essência.

Os personagens principais são: Fermina Daza, Juvenal Urbino e Florentino Ariza.
Eu sei o q está pensando, querido(a) leitor(a): "que diabos passou na cabeça do autor pra inventar esses nomes!?"
Também pensei nisso, mas foda-se, 'deal with it' e deixa eu contar a minha história:

Fermina Daza era uma moçoila bobinha de 15 anos qndo lhe aparece na vida dela um cara feinho com cara de doente que lhe devota amor inesgotável em cartas bizarramente longas, que eu se fosse ela teria dormido no meio da leitura. Mas Fermina Daza não, ela é uma moça de familia do século XIX e, finalmente, resolve responder as cartas de inflamada paixão do rapaz, pedindo que ele se comunique com seu pai pra acertarem o noivado.

Beleza. O rapaz delira de alegria. Mas detalhe: Papai de Fermina Daza não gosta muito dessa história, pq o moleque tinha cara de doente, e, além de tudo, era um pé rapado, apesar de muito batalhador, mas na sociedade da época, era obrigação do pai dar um bom sobrenome de casada à filha.

Demorou. Papai descobre tudo e chama o moleque pra uma conversinha de homem pra homem. Então, proíbe Florentino Ariza de chegar perto de Fermina Daza.

Tchan tchans!!!! Pausa dramática.

Não contente com isso, a leva pra uma interminável viagem onde passam 2 anos fora da cidade para que ela esqueça Florentino Ariza. Entretanto, muito espertinhos e cheios de hormônios no corpo, os 2 continuam se comunicando por cartas.

Pãããã!!! Outra pausa dramatica
Ai vc pensa : "Ah o amor ... o amor rompe qualquer barreira..."
Certo? ERRADO!

Eis que quando Fermina Daza volta de viagem e ele vai procura-la, ela topa com ele nas ruas do mercado e diz o que traduzido pra linguagem atual seria:
"Rodou moleque. Tú é feio pra caralho, não tem o menor futuro, fica me mandando cartinha em vez de enfrentar meu pai?! FALA SÉRIO!No que eu estava pensando?! Me esquece, valeu. "
Ou seja: Ela nesse instante, na flor de seus 18 aninhos, percebe que o amor que nutria por ele era apenas o fruto de uma ilusão e o desejo pelo proibido. Quando acabam as barreiras, ou pelo menos são atenuadas, o encanto acaba. O príncipe volta a ser sapo.
O que ela faz é se arriscar, saltar no abismo desconhecido, dando um pé na bunda dele.

E o que o babacão faz? Fica com cara de bunda. Mas jura a sí mesmo que vai conquistá-la custe o que custar.

Nesse meio tempo, Fermina Daza conhece um médico gato, rico, boa pinta, partidão, cobiçado pelas moças da cidade toda: Juvenal Urbino.
A princípio ela não gosta muito dele não, e até manda ele a merda algumas vezes. Mas então o odio (primo-irmão do amor) se transforma em pirraça, depois em curiosidade e qndo dá por sí Fermina Daza está apaixonada pelo médico sinistrão.
Eles se casam, pq naquela época moça direita casava. Se fosse hj em dia ela ficava com ele e depois de um tempo iam morar juntos.
O cara além de tudo é bom de cama.
Uma "diliça" de homem.

Enquanto isso .... Florentino Ariza se conserva virgem pra sua amada, até o dia que é estuprado (isso mesmo, estuprado) por uma passageira de um navio onde ele estava. E começa a fazer fortuna só pensando no propósito de ser digno de Fermina Daza, agora na nata da sociedade local. Enquanto isso, espera Juvenal Urbino morrer de morte natural. (É um banana, que nem pra matar o cara servia...)

Fermina tem uma vida feliz com Juvenal Urbino, tem 2 filhinhos, participam de tds as festas da comunidade, tem suas brigas de casal é claro, mas quem em 50 anos de casamento não as teria?

Até o dia em que Juvenal Urbino bate as botas aos 82 anos. Fermina entra em luto, chora a morte do marido, e no funeral quem aparece? O babacão. Com uma coroa de flores pro morto dizendo que a ama e que nunca a esqueceu.
Ela, como mulher que tem sangue quente correndo nas veias, o coloca a ponta-pés pra fora de casa.
Mas o cara tinha talento pra psicopata e fica perseguindo ela e mandando cartas. Detalhe: 142 cartas.

Aí, um belo dia, ele aparece na casa dela esperando não ser recebido. Mas ela o recebe. A criatura se desmancha numa caganeira fenomenal (é ou não é um bucha?) e não consegue falar nada.

Beleza. Dias depois volta e eles engatam uma amizade.
Um dia, ela já tá meio esclerosada, resolve viajar a bordo de um dos navios dele, pq pensa q nao tem nada a perder mesmo.
Lá eles tomam um porre e ele come ela (quer dizer, tenta né, pq aos 77 anos a criatura brochou)
Mas, enfim , finalmente Florentino Ariza tem Fermina Daza em seus braços, após meio seculo de sofrimento e tentativas frustradas, ou melhor, nem tentativas foram pq ele nunca teve a coragem de tentar. O que é ridiculo, um homem que é incapaz de se arriscar enqnuanto jovem e resolve fazê-lo quando velho, sem mais muito tempo de aproveitar os frutos do risco. Um covarde.

Acabei o livro. Que é otimo por sinal. Mas pensei: que escroto!

Quem é que quer ser um Florentino Ariza? Preso a um fantasma do passado, andando pela vida como uma sombra (palavra que ela mesma usa pra descreve-lo no livro), sem amar nem ser amado, almejando um amor de meio seculo anterior, que, ao meu ver, nunca existiu.

O que ela fez com ele no navio foi um ato de misericórdia pros dois: Pra ele que sempre a amou, e pra ela, carente pela falta do marido morto, cuja imagem ela via, quando sentada sozinha no escuro.
E se Florentino despertou algum sentimento bom nela, foi com as atitudes do presente e não do passado. Quando ele realmente decidiu lutar por ela.

E eu penso... Será que existe de fato no mundo alguém assim? Capaz de traçar um objetivo na vida, pra daquí a meio século, e se empenhar pra alcança-lo, SE for possível?

Ah não. Eu não tenho o menor respeito por Florentino Ariza. Pq ele em momento algum respeitou a sí próprio. O que lhe sobrava em amor por uma mulher lhe faltava em amor próprio.

E termino essa filosofia de buteco com uma célebre frase:
"Amor eterno de cú é rola. Isso aí é doença"

Ps: Podem me chamar de sem coração. Pelo contrário, quem me conhece,sabe que estou muito feliz nos assuntos sentimentais e que sou a pessoa mais idiota do mundo quando me apaixono. Mas é o que eu escrevi nos comments blog do meu irmão:
"Antes de desejar ser amado deve-se desejar ser respeitado."
E é impossível respeitar alguém que não se respeita.
(Ok. Eu não escreví isso nos comments do blog dele. Mas devia ter escrito. Ficou tão bonitinho)

ouvindo agora: nada
enviada por pafuncia



19/07/2004 19:48
Voltei

Essa tarde cheguei de viagem de cabo frio. Passei só o final de semana lá pq as malditas aulas da Uerj ainda não terminaram o que me impediu de ficar mais.
O final de semana foi ótimo e fez frio como eu não via fazer há muito tempo, de sair fumaça pela boca ao falar do lado de fora da casa.

A moça da cidade criada em shoppings aprendeu a fazer fogueira e assar batata doce na brasa. Não que agora eu seja expert e consiga fazer uma fogueira sozinha, até pq eu não tive mérito nenhum em seu acendimento a não ser pelo pensamento positivo.
Como a fogueira foi feita num terreno em que tinha mato alto próximo a casa não preciso nem dizer que só a olhei de longe sem nem colocar o meu pézinho na grama molhada e alta.

Bem, constatei então que sou um zero a esquerda em termos de sobrevivencia em condições adversas, incapaz de contribuir em nada pra fazer fogo. Nem o fogão direito eu sei ligar ...

Enfim, vou parar por aqui pq a viagem foi longa e eu to cansada de escrever. Esse foi um post de misericórdia pra que meus queridos 2,5 leitores não entrassem em depressão com uma ausência mais longa do que o necessário.

ouvindo agora: changes - black sabbath
enviada por pafuncia



16/07/2004 19:45
Quando os gatos saem, os ratos fazem a festa

Hj acordo eu em Jaca city e vou almoçar com o Gustavo e o Gabriel. A gente mal acaba de almoçar eu recebo um telefonema da minha mãe:
Mãe desesperada: -Alô! bdjhsdjsajsaj!
Eu : Ahn? Não tô ouvindo!
Mãe: Eu que... em ... 4:30h ...
Eu: Ahn?! a ligação está ruim. É o celular!
Mãe: Porra ... sem bateria ... quero ... em casa... 4:30h... Birita
Eu : ...
Mãe: Birita ... veterinário ... doente ... vermes no corpo... operar ... micro-cirurgia ...4:30h
tú tú tú ...

Bem, pelo que pude decodificar meu cachorro (Birita) estava doente e ela me queria em casa as 4:30h. Enfim, achei q fosse algo grave, afinal ouvi "vermes no corpo", deve ser algo bem nojento, vou pra casa.
Não consigo falar mais com ela pq a bateria do celular arriou.

Chego em casa pontualmente as 4:30h e olho pros cachorros. Nada de diferente. Latem como sempre, abanam o rabo como sempre e fazem cara de idiotas como sempre.
Beleza. Espero.
Minha mãe entra em casa em desespero as 5:30 se dizendo atrasada para a consulta do veterinario me mostra uma ferida enorme no cachorro e vamos pro veterinario.

Chegando lah:

Mãe: Ai que nojento! que q é isso? to desesperada!
veterinária: um abcesso.
mãe : Que isso? é grave? vai fazer cirurgia?
veterinária: é uma espinha. inflamada.
Mãe: ... (enorme cara de bunda)

Ótimo ...
Minha família não é nem um pouco exagerada. Acho que a loucura deve ser congênita...

ps: Ah, pq do título do post? Bem, já disse, a loucura é congênita. Não tentem entender, pq com loucos não se discute! Grrrr! Todas as vozes na minha cabeça me disseram pra colocar esse título.

ouvindo agora: I wanna kiss the bride - Elton John
enviada por pafuncia



14/07/2004 12:14
Livro maldito

Droga. Tinha esquecido de como sou uma traça. Peguei o livro ("O amor nos tempos do colera", para os leitores distraídos) no domingo,comecei a ler na segunda, e agora toda vez que deito pra dormir vao pelo menos 70 páginas de uma vez. Só largo o livro quando caio de sono.

Daqui a pouco vou me arrumar pra almoçar com uma grande amiga minha (Ana) no shopping. E estou aqui, gastando meus solitários neuronios pensando que bolsa é grande o suficiente pra caber o livro dentro, pra eu ler até chegar no restaurante, e depois até Jaca city (loooooooonga jornada).

Engraçado como eu me apaixono pelas histórias que leio, de uma tal maneira, que não consigo largá-las, fico economizando o livro para que ele dure mais de 1 semana na minha mão.

"Num instante teve a revelação completa da magnitude do próprio engano, e perguntou a sí mesma, aterrada, como tinha podido incubar durante tanto tempo e com tanta ferocidade semelhante quimera no coração. Mal conseguiu pensar: 'Deus meu, pobre homem!'
Ele sorriu, procurou dizer alguma coisa, procurou acompanhá-la, mas ela o apagou de sua vida com um gesto de mão.
Não, por favor - disse. - Esqueça."

Ah fala sério. Isso é que é toco. Essas mocinhas do século XIX eram sinistras. Bem que a Ana, que me recomendou o livro, falou que eu ia gostar e me identificar com a personagem principal.


ouvindo agora: teh nearness of you - norah jones
enviada por pafuncia






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